Pular para o conteúdo
Luiz Leite Dev
Voltar

MVP 2.0

Pra quem sempre gostou de dirigir suas entregas de software seguindo a abordagem MVP (Minimum Viable Product), já há no mercado há algum tempo a versão 2.0 dessa excelente ferramenta.

Costumo chamar esta versão aprimorada de MVME (Máximo de Valor pelo Mínimo Esforço).

Aplicando apenas MVP você pode cair naquela armadilha de estar informatizando o problema do seu cliente.

A sacada é não fazer o mínimo que seu cliente quer, mas fazer ele querer o que realmente precisa para alavancar o seu negócio.

Numa abordagem MVP 2.0 você entende que precisa atacar sempre, simultaneamente, dois lados de uma mesma moeda:

Com o MVP 2.0 fazendo parte da sua caixa de ferramentas, você age como um Business Coach, descobre onde seu cliente quer chegar realmente (o ponto B dele, seu alvo atual) e encurta o caminho para ele, seja com entrega de software de qualidade ou mesmo com uma consultoria especializada.

Entender que eficiência sem eficácia é como avião sem asa ou fogueira sem brasa, é algo também essencial para que seus projetos comecem a entregar muito mais valor do que apenas features.

O bacana do MVP 2.0 é que ele não nos dá uma receita de bolo de como fazer, ele nos faz refletir o que e como podemos entregar melhores soluções para nossos clientes e usuários.

Quer um exemplo prático?

Vamos lá! Suponhamos que o mercado nos demande um produto para controle de armazenagem de grãos, OK?

O MVP 2.0 sugere que façamos frequentemente alguns questionamentos como por exemplo:

  1. Qual o ramo foco? Armazenagem de grãos e cereais apenas?

  2. Como o ramo foco ganha dinheiro? Redução de custos? Otimização dos processos? Análise de oportunidades?

  3. Como facilitar a tomada de decisão? Apenas visibilidade do máximo de dados do operacional, ou o máximo de recursos para tomada de decisão com o mínimo de esforço operacional?

  4. Onde queremos chegar com o produto? Vai abranger toda a operação do ramo foco (incluir cada vez mais features = padrão de mercado e concorrentes), ou se concentrar em desenvolver cada vez melhores soluções para problemas em que já somos/seremos pioneiros (resolver cada vez melhor problemas críticos = subir cada vez mais o nível de satisfação do cliente, pegar as decepções e frustrações, estabelecer uma meta de satisfação e buscá-la todo dia.)

E você, o que achou dessa abordagem? Faz algum sentido?

Publicado originalmente em 29/09/2018 no Medium.

Comentários


Compartilhe este post:

Post anterior
Meu primeiro artigo sobre engenharia de software
Próximo post
Como está o nível de maturidade de UX na sua empresa?