Pra quem sempre gostou de dirigir suas entregas de software seguindo a abordagem MVP (Minimum Viable Product), já há no mercado há algum tempo a versão 2.0 dessa excelente ferramenta.
Costumo chamar esta versão aprimorada de MVME (Máximo de Valor pelo Mínimo Esforço).
Aplicando apenas MVP você pode cair naquela armadilha de estar informatizando o problema do seu cliente.
A sacada é não fazer o mínimo que seu cliente quer, mas fazer ele querer o que realmente precisa para alavancar o seu negócio.
Numa abordagem MVP 2.0 você entende que precisa atacar sempre, simultaneamente, dois lados de uma mesma moeda:
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1º Business Value: Qual valor quem está pagando espera receber?
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1º User Value: Qual valor quem vai usar espera receber?
Com o MVP 2.0 fazendo parte da sua caixa de ferramentas, você age como um Business Coach, descobre onde seu cliente quer chegar realmente (o ponto B dele, seu alvo atual) e encurta o caminho para ele, seja com entrega de software de qualidade ou mesmo com uma consultoria especializada.
Entender que eficiência sem eficácia é como avião sem asa ou fogueira sem brasa, é algo também essencial para que seus projetos comecem a entregar muito mais valor do que apenas features.
O bacana do MVP 2.0 é que ele não nos dá uma receita de bolo de como fazer, ele nos faz refletir o que e como podemos entregar melhores soluções para nossos clientes e usuários.
Quer um exemplo prático?
Vamos lá! Suponhamos que o mercado nos demande um produto para controle de armazenagem de grãos, OK?
O MVP 2.0 sugere que façamos frequentemente alguns questionamentos como por exemplo:
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Qual o ramo foco? Armazenagem de grãos e cereais apenas?
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Como o ramo foco ganha dinheiro? Redução de custos? Otimização dos processos? Análise de oportunidades?
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Como facilitar a tomada de decisão? Apenas visibilidade do máximo de dados do operacional, ou o máximo de recursos para tomada de decisão com o mínimo de esforço operacional?
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Onde queremos chegar com o produto? Vai abranger toda a operação do ramo foco (incluir cada vez mais features = padrão de mercado e concorrentes), ou se concentrar em desenvolver cada vez melhores soluções para problemas em que já somos/seremos pioneiros (resolver cada vez melhor problemas críticos = subir cada vez mais o nível de satisfação do cliente, pegar as decepções e frustrações, estabelecer uma meta de satisfação e buscá-la todo dia.)
E você, o que achou dessa abordagem? Faz algum sentido?
Publicado originalmente em 29/09/2018 no Medium.
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